Tretas e Cenas

Tretas e Cenas


Onde escrevo as minhas tretas. Tão depressa estou a escrever sobre algo poético como a seguir escrevo só para não me esquecer.

Abril 2011
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Mota? Sim, se faz favor.

Pedro FonsecaPedro Fonseca

Com a mudança que irá ocorrer na minha vida profissional já no próximo dia 05ABR11, tinha de pensar numa forma mais “rápida” de chegar ao trabalho sem estar à mercê de grevistas – CP, METRO, CARRIS e outros que tais – que apesar de estarem a lutar pelos seus interesses estão a prejudicar-me a vida todos os dias que vão para a “luta”. Sempre que decidem avançar com uma greve lá o Pedro tinha de se levantar muito mais cedo e chegar mais tarde a casa, basicamente andava irritado por passar mais de duas horas em filas de trânsito só porque sim.
 
O preço dos combustíveis era outra variável do problema, isto de me deslocar 60km/dia estava a sair muito caro ao final do mês tudo porque existem guerras e especulação. Mas no meio disto tudo existiu uma razão boa, a Sandra precisava de um carro para as suas viagens diárias – finalmente deixou de estar desempregada e passou na carta de condução – a solução que fosse encontrada tinha de ser económica a curto prazo mas no médio prazo teria de ser sustentável, tanto a nível financeiro como em qualidade de vida.

Nestas coisas gosto de ser racional e deixar a emoção de lado, comecei a fazer todas as “contas” e analisar se compensaria comprar um carro em segunda mão, mas só de pensar que a juntar ao investimento inicial se podia agregar as avarias inopinadas e que o risco financeiro em potência poderia ser uma realidade, larguei logo a ideia, isto sem contar que o problema do trânsito não ficava resolvido.
 
A mota parecia-me uma boa ideia, mas o mito de nunca ter experimentado uma mota e até mesmo saber que única experiência que tinha de duas rodas era uma bicicleta, assombrava-me. Mas seria uma solução viável? Seria a resposta a todos os meu problemas? Só lhe via um inconveniente, em dias de chuva podia correr muito mal – isto ainda no alto da minha ignorância.
 
Fiz uma pesquisa exaustiva sobre motas, fossem elas VE’s (Veículos Elétricos) ou VC’s(Veículos de Combustão ). Encontrei os amigos do “Queima Eletrão”, depois encontrei os amigos das 125cc e por ultimo, mas não menos importantes, encontrei o pessoal do Clube Português Maxiscooters. Mas que viagem, nunca pensei que houvesse tanta gente em motas de 125cc, que houvesse tanta escolha ou até que as motas elétricas serão o futuro muito em breve.
 
Fiquei maravilhado.
 
Depois de colocar as minhas duvidas nos diversos fóruns e ter sido muito bem recebido, após ter feito os meus cálculos financeiros e potenciais riscos associados a qualquer uma das escolhas que tinha, lá me decidi por uma MaxiScooter. A Honda tinha uma perfeita para a minha situação, Honda PCX 125cc. É esguia, tem consumos na casa dos 2.5l por cada 100Km, mas acima de tudo tem um preço muito apetecível, tendo em conta a qualidade e o seu propósito nas minhas mãos.
 
Ando com a “menina” à mais de sete dias, já me deu um gozo enorme passar as filas de trânsito com uma descontração anormal e sentir pena dos “enlatados” que nada podem fazer para escapar à sina que lhes calhou.
 
Comprei um bom casaco, é fundamental que seja bom, sem ele andar de mota pode ser uma experiência muito desagradável. Apanhei a minha chuvada de maçarico – chama-lhe (os motards) o batismo – mas como estava prevenido com as calças e casaco impermeáveis a viagem foi tão boa que o facto de não ver nada – tenho um capacete emprestado e a viseira está uma bela ##%&#$#$% – e ter as mãos molhadas – luvas também emprestadas, obrigado Luis Correia – me passou completamente ao lado a chuva e quando cheguei ao destino parecia um puto cheio de alegria e super contente por ter recebido um brinquedo novo.
 
Como diz o ze_marmelo “Ganhei um novo ânimo”, foi sem duvida uma grande aposta que considero que estou a ganhar, mas só no futuro saberei.
 
Ahhhh, esqueci-me de referir, a minha mãe agora anda toda preocupada e liga-me mais do que é normal, julgo ser normal até se habituar à ideia de ter um filho que se desloca em duas rodas 🙂

Sou licenciado em Sistemas de informação na Universidade Lusófona, gosto de tecnologia, programação, desportos radicais, bicicletas e motas. Adoro o Sistema Android e começo a gostar de Linux. E ainda tenho a mania que sei cozinhar.

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