Tretas e Cenas

Tretas e Cenas


Onde escrevo as minhas tretas. Tão depressa estou a escrever sobre algo poético como a seguir escrevo só para não me esquecer.

Dezembro 2010
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A média é assim e nada feito

Pedro FonsecaPedro Fonseca

Segundo Geert Hofstede todas as culturas são diferentes e divididas por dimensões, e todas elas são caracterizadas pela forma de pensar, sentir e reagir dos seus grupos humanos bem como as principais diferenças que esses grupos têm entre si. O que está certo ou errado, o que é bom ou mau, isto é a acção básica de um ser humano e é através desta socialização entre grupos que se transmite e/ou se forma uma cultura.

Várias coisas são tidas em conta quando se comparam culturas, foi dito pelo Geert Hofstede que existem cinco dimensões da cultura: A distancia hierárquica, o controle da incertitude, o individualismo e o colectivismo, a dimensão masculina/feminina e a orientação curto prazo/médio prazo.

Tudo isto molda uma cultura e com esta base consegue-se ter uma previsão de como certas culturas reagem a determinados impulsos. A cultura portuguesa não é diferente, Portugal pertence ao chamado LATIN EUROPEAN GROUP, grupo esse que tem umas características interessantes, mas irei somente referir algumas coisas sobre Portugal.

Somos, de acordo com Geert Hofstede, um país que não gosta muito da incertitude, tem menos apetência para o risco, tem sempre mais regras escritas, é mais focado em comportamentos ritualísticos, entre outros. Somos um país,na sua generalidade, detesta inovação e mudanças, é um facto.

Mas onde é que isto mudou o rumo? Não éramos nós os descobridores de novos mundos? Os aventureiros? Tendo o pensamento de Geert Hofstede como base posso então reflectir e questionar-me, o que mudou nos grupos que compõem a nossa cultura? Quando mudou? Será que conseguimos mudar a cultura actual? Temos quem o consiga fazer e esteja disposto a “sacrificar-se” pelo bem de uma cultura?

Todos já notámos que a crise que tanto se fala por esse mundo fora, não é uma crise económica é uma crise de valores. Morais na sua maioria. Quando digo morais não o digo de animo leve, tenho assistido a situações profissionais que a maior parte das pessoas que compõem a nossa cultura estão a vegetar.

Um exemplo concreto para fundamentar a minha afirmação, ainda este mês que está a chegar ao fim, tive a oportunidade de participar como júri num passatempo onde se dava, literalmente dava, no conjunto total, mais de 250€ em prémios e onde era apenas exigido criatividade aos participantes. Fiquei estupefacto com as conclusões sociais que retirei deste passatempo no que diz respeito à minha forma de ver a cultura em que estou envolvido.

Nunca, mas nunca mesmo, vamos conseguir passar qualquer crise, problema, dificuldade, desafio ou outra coisa do género se a média de todos os constituintes de uma cultura é realmente baixa quando comparada com outras culturas. Somos, como um todo, muito maus, individualmente somos bons mas a cultura em que estamos inseridos diz-nos que não precisamos de o ser, afinal temos como ultimo recurso fazer o olhar do gato das botas para que se tenha pena e lá nos vamos safando.

PORRA!! Já chega, vamos ser melhores, vamos tornar esta nossa cultura melhor. Se quando estamos inseridos noutras culturas somos melhores, porque não tornar a NOSSA cultura melhor? Já chega de compadrios, facilitismos, chico-espertices e outra coisas que tais e vamos lá ser mesmos BONS em CONJUNTO.

Comentários 2
  • chico
    Posted on

    chico chico

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    Esse país não muda!!! Nós pensamos que somos espertos, mas não somos….


  • Luis Sismeiro
    Posted on

    Luis Sismeiro Luis Sismeiro

    Responder Autor

    Concordo em absoluto, não preciso de dizer mais nada.