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PCX um ano depois

Parece que foi ontem que comprei a minha PCX, mas terá valido a pena a compra? Terei gasto menos que se tivesse comprado um carro? Terei realmente poupado alguns euros? Vou tentar dissecar os números que tenho e tentar chegar a uma conclusão.

Vou começar pelo número 3, foram as vezes que caí da mota – baldei-me por ser um verdadeiro maçarico. Duas delas por ter sido “xico-esperto” e outra porque o chão estava molhado e travei em cima do acontecimento, todas elas sem gravidade para o condutor já a PCX tem lá as suas marcas.

Com este número também posso introduzir a quantidade de revisões que se fizeram, gastei um total de 124€. Para ser mais exacto deu uma média de 0,33€ por dia, ou para quem preferir, 0,012€ por quilômetro.

Agora vou falar do 1, foi a quantidade de verdadeiras molhas que apanhei. Esta molha deveu-se a um simples pensamento: “Vou ali num instante e não vai chover”. Errado. Um motociclista tem de andar SEMPRE com o impermeável na mota, mesmo no verão, nunca se sabe se não chove.

O número agora é o 28. Não tinha real ideia de quantos quilômetros fazia diariamente até comprar a mota e segunda a minha contagem faço, em média, 28km por dia. Aqui estão incluídos os fins-de-semana que puxam a média para baixo, mas durante a semana são cerca de 45km em média.

4 é o número que se segue. Foram o número de despesas que tive com a dita, não estão incluídas as manutenções de serviço. Aqui estão as luvas, “bacalhau” que se partiu numa das quedas, blusão e top-case ( mala que está atrás para levar as cenas ), tudo num total de 390€.

Agora vamos a um número grande, 516,36€. Foi o valor que gastei em Gasolina 95 e que me deram acesso a 335,67 Litros que depois de gastos incrementaram 10332Km na PCX. Na altura da compra de mota ponderei muito bem e até fiz as contas a 2€ o litro do combustível para poder comparar com uma mota eléctrica e tentar perceber se valeria o investimento, verifiquei que não compensava tendo em conta o retorno a longo prazo ( tendo em conta o tempo estimado de vida da mota a combustão e o preço do litro de gasolina a 2€).

Outro número é o 2.77, valor do custo de propriedade em euros e por dia ( quanto custa  manter na minha posse este bem ) tendo em conta todo o dinheiro gasto, desde a aquisição até aos gastos com o combustível.

Para terminar não falo de um número mas sim de um simbolo, o ∞ ( infinito ). Foram imensas ( a caminho das infinitas ) que estar sobre duas rodas me safou de filas intermináveis, secas valentes, gasto de combustível desnecessário e até conseguir dormir mais uma hora todos os dias sabendo que o tal “trânsito infernal” não se aplica ao pessoal das duas rodas.

Depois de tantos números e de ter falado tão bem da minha mota e da vivência do dia-a-dia, será que existe alguma coisa má nesta vida de motociclista? Existe sim. A chuva é uma bela treta – e este ano não tem sido muito pródigo nestas coisas – não só porque molha tudo e todos ( o impermeável anda sempre comigo, molhado já não fico ) mas a estrada fica pior que manteiga. Este é o grande problema que lhe encontro.

Sim, estou muito satisfeito com a compra, tenho poupado imenso e só peco em não ter mudado mais cedo para este mundo, um ano depois consigo afirmar que estou para ficar e que venham mais quilômetros.

Aqui estão as várias estatísticas que tenho até ao momento.

Mota? Sim, se faz favor.

Com a mudança que irá ocorrer na minha vida profissional já no próximo dia 05ABR11, tinha de pensar numa forma mais “rápida” de chegar ao trabalho sem estar à mercê de grevistas – CP, METRO, CARRIS e outros que tais – que apesar de estarem a lutar pelos seus interesses estão a prejudicar-me a vida todos os dias que vão para a “luta”. Sempre que decidem avançar com uma greve lá o Pedro tinha de se levantar muito mais cedo e chegar mais tarde a casa, basicamente andava irritado por passar mais de duas horas em filas de trânsito só porque sim.
 
O preço dos combustíveis era outra variável do problema, isto de me deslocar 60km/dia estava a sair muito caro ao final do mês tudo porque existem guerras e especulação. Mas no meio disto tudo existiu uma razão boa, a Sandra precisava de um carro para as suas viagens diárias – finalmente deixou de estar desempregada e passou na carta de condução – a solução que fosse encontrada tinha de ser económica a curto prazo mas no médio prazo teria de ser sustentável, tanto a nível financeiro como em qualidade de vida.
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