Banco BPI – Politicas de Phishing

Quando reportar phishing no BPI se torna chato

Acordei com 6 mensagens no meu email que diziam assim, Actualizacao cartao matriz – Banco BPI. Percebi logo que não era do meu banco, só pelo titulo. Como bom informático pensei em ajudar os moços do BPI e decidi reportar isto reencaminhando os emails que recebi, tinha de descobrir para onde enviar.

Fui ao site deles e só têm telefone de contacto, email é para a treta. Decidi ligar para o 800 200 102, fui atendido por uma operadora que a certo ponto da conversa já me estava a sugerir que por razões de segurança tinha de fazer “reset” aos meus dados de acesso ao BPINet e que eu tinha de pedir novas credenciais, pensei para mim mesmo, “mas esta moça ouviu alguma coisa do que lhe disse?”.

Obviamente, revoltei-me e não autorizei essa alteração e voltei a frisar que apenas queria um email para report de phishing, mas a moça não parou e decidiu explicar-me que tinha coisas para dizer, coisas obrigatórias, como quem diz: “Cala-te e deixa-me dizer coisas que me obrigam dizer”.

Basicamente era o “cházinho” de anti-virus, anti-malware, que eles não pedem coordenadas nem o número das cuecas. Ela bem falou, eu só ouvi algumas partes no meio de tanto bla-bla.

Malta do BPI,

Sério? A sério? Então eu tiro do meu tempo para ajudar-vos reportando esta situação e em troca sugerem um “reset” da minha conta e oferecem uma seca a explicar o “básico” da segurança informática? A sério?

Bem sei que o comum dos mortais não percebe patavina de informática, mas mesmo depois de explicar à operadora que até percebo um pouco da “poda” e que não queria nada do que ela estava a sugerir e apenas me interessava um email de contacto, deu-me o “cházinho” sem dó nem piedade.

Sabem o que ganham com isto? Não faço mais nenhum report, não quero saber. Se para reportar uma situação é isto, imagino quando tiver sofrido um ataque informático, devem pedir para desligar a energia e emigrar para debaixo de um calhau.

Haja paciência.

Geringonça para fazer TimeLapses em movimento

Após publicar o VLOG #7 obtive algumas solicitações para descrever o material usado. Na verdade foi só uma solicitação, a do Sismeiro, mas tem de ser satisfeita, portanto aqui vai a lista de material necessário para executar este DIY, retirando as ferramentas que assumo que deves ter algo parecido.

Assim sendo, aqui vai a lista:

Se fizeres um parecido gostava que me mostrasses, pode ser? Fico a aguardar pela imagem/video.

 

The Smokery – Algo fantástico está a acontecer

The Smokery, algo fantástico está a acontecer e vai ter imenso sucesso

Os termos de slow cook, barbecue ( BBQ ) ou até fumar carne/peixe é algo que aos Portugueses em geral e a mim em particular, pouco ou nada nos diz. A única coisa que sei é que os Americanos e os países do norte da Europa são mestres nestas lides. Os Americanos têm até legislação que regula os BBQ, coisa que desconhecia até ontem.

O repto era ter uma experiência The Smokery, provar de tudo um pouco, em doses mais moderadas e julgar/avaliar os seus produtos. Como não conhecia o restaurante nem o conceito, estava completamente às escuras, não sabia o que esperar, ainda bem que assim foi.

O The Smokery serve carnes ( Vaca, Porco e Galinha ) e salmão fumados, no prato ou no pão com acompanhamentos, batatas fritas e salada. Para complementar têm 9 molhos diferentes que são todos fantásticos, mas eu gostei especialmente de três, Ketchup de caril, Maionese de mostarda e mel e ainda do Sweet Chilli Souce.

Começámos por um tigela de sopa, que vai ser lançada brevemente. Os legumes são fumados por algumas horas, depois é tudo transformado num puré e o resultado é algo que rebenta de sabor fumado quando entra em contacto com as papilas gustativas, tem um feeling de sopa camponesa, de algo que se come na terra dos nossos avós feita por aquela tia que ninguém sabe a idade ao certo mas que sempre andou por cá.

No que diz respeito aos restantes pratos que podem ser consumidos, estão divididos em 4 categorias, Vaca, Porco, Salmão e Frango. Sendo que esta última somente se consome as asas, ou como dizem os Americanos, Chicken Wings.

Foi decidido pelo Chef que iríamos começar pelo Salmão, em pão de Bolo do Caco mas de Alfarroba. Só tenho a dizer que fiquei fã. É provavelmente dos melhores hamburgers que alguma vez comi, o salmão estava divinal, o molho que estava a acompanhar nem se notava e a cada dentada vinha o sabor a fumado e só apetecia que aquele momento durasse para sempre.

Seguiram-se as carnes, sempre inseridas no pão, afinal só assim é que faz sentido. As carnes tanto de vaca como porco estavam irrepreensíveis, igualmente boas fantasticamente combinadas com os molhos e o sabor de fumado estava sempre lá a marcar a sua presença.

Mas foi quando colocaram as asas de frango que a coisa foi elevada a um patamar sem retorno. A sensação com que fiquei é que está ali um segredo que os comensais diários e ávidos por novidades ainda não descobriu e quando descobrirem vai ser a loucura. Então não é que me colocaram à frente umas asas de frango que são fumadas por duas horas, depois fritas por um minuto, só para lhe dar um toque crocante e depois são cobertas em molho de Sweet Chilli Souce. Eu não quero invocar o nome do outro Senhor em vão, mas oh meu Deus, que delicia.

Aquelas asas de frango são algo que os Deuses enviaram à terra para que fiquemos gordos e que sejamos condenados pelo pecado da gula. Têm de experimentar mesmo que isso vos custe a vossa crença numa religião. Diria que estas asas vão ser um sucesso brutal quando o grande público as descobrir.

Depois das asas ainda me foi servido um hamburger, mas sinceramente, após as asas, já estava em estado de transe e total alucinação que nem dei a devida atenção. Enquanto estava a lamber os dedos e a tentar parecer menos com um cão raivoso a roer os ossos das asas, servem-me um sobremesa de doce de abóbora com mousse de requeijão, foi aqui que levo um valente muro no estômago, no sentido figurado, e me apercebo que foi o ponto final perfeito nesta experiência. De um subtileza e genialidade fora do comum e quando me foi dito que é tudo feito de forma artesanal e com ingredientes biológicos foi aí que atingi o climax nesta experiência.

Recomendo vivamente este restaurante e comecem pelas asas de frango por amor do tal Senhor. Como é óbvio só posso falar do serviço nocturno, isto porque o Saldanha tem uma vida muito própria à hora de almoço e algo pode variar, ainda assim, julgo não vai comprometer a qualidade extraordinário deste food court.